Observa-se uma tendência de elevação nas despesas operacionais ao longo do período analisado, com a margem de lucro operacional apresentando um declínio gradual. O impacto mais significativo provém do aumento nos custos de remuneração e benefícios, que passaram de aproximadamente 50% da receita no início de 2021 para patamares superiores a 54% em 2026.
Custos Operacionais Diretos
A remuneração e os benefícios demonstram um crescimento persistente como percentual da receita, atingindo o pico em setembro de 2025. Em contrapartida, as despesas com transporte comprado registraram uma redução consistente, caindo de cerca de 18% a 20% nos primeiros anos para aproximadamente 11% a 13% nos períodos mais recentes.
Manutenção e Ativos
As despesas com reparos e manutenção mantiveram-se relativamente estáveis, embora com uma leve tendência de alta. A depreciação e amortização apresentaram um crescimento gradual, elevando-se de 3,15% para 4,65% da receita, o que sugere um aumento na base de ativos imobilizados.
Combustível e Outras Despesas
Os gastos com combustível exibiram volatilidade, com picos em meados de 2022, mas estabilizaram-se entre 4% e 5% da receita nos anos subsequentes. As demais despesas operacionais também mostraram tendência de alta, culminando em patamares próximos a 10% da receita.
A rentabilidade operacional foi impactada negativamente pelo aumento dos custos fixos e de pessoal. O lucro operacional, que oscilava entre 12% e 14% em 2021 e 2022, sofreu contrações sucessivas, encerrando o período em 5,98%.
No âmbito financeiro, as despesas com juros apresentaram um crescimento moderado, partindo de 0,77% para 1,25% da receita. O lucro líquido acompanhou a trajetória descendente da margem operacional, registrando uma queda acentuada de 20,92% no primeiro trimestre de 2021 para 4,08% no final de 2025, refletindo a compressão das margens e o aumento da estrutura de custos.