Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração de fluxo de caixa fornece informações sobre recebimentos de caixa e pagamentos de caixa de uma empresa durante um período contábil, mostrando como esses fluxos de caixa vinculam o saldo de caixa final ao saldo inicial mostrado no balanço patrimonial da empresa.
A demonstração dos fluxos de caixa consiste em três partes: fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades operacionais, fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de investimento e fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de financiamento.
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- Balanço patrimonial: passivo e patrimônio líquido
- Estrutura da demonstração de resultados
- Análise de índices de rentabilidade
- Índices de avaliação de ações ordinárias
- Valor da empresa em relação à EBITDA (EV/EBITDA)
- Valor da empresa em relação à FCFF (EV/FCFF)
- Modelo de precificação de ativos de capital (CAPM)
- Relação preço/lucro líquido (P/E) desde 2005
- Relação preço/resultado operacional (P/OP) desde 2005
- Relação preço/receita (P/S) desde 2005
Aceitamos:
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2024-07-27), 10-K (Data do relatório: 2023-07-29), 10-K (Data do relatório: 2022-07-30), 10-K (Data do relatório: 2021-07-31), 10-K (Data do relatório: 2020-07-25), 10-K (Data do relatório: 2019-07-27).
Ao analisar os dados financeiros ao longo do período, observa-se uma tendência de estabilidade e variação nos principais indicadores de liquidez, rentabilidade e estrutura de capital.
- Lucro líquido
- O lucro líquido apresentou flutuações, iniciando em aproximadamente US$ 11,6 bilhões em 2019, diminuindo ligeiramente ao longo de 2020 e 2021. Em 2022, houve aumento para cerca de US$ 11,8 bilhões, seguido por um crescimento para US$ 12,6 bilhões em 2023. No entanto, em 2024, houve uma redução significativa para US$ 10,3 bilhões, indicando possível impacto de fatores pontuais ou atividades não recorrentes.
- Depreciação, amortização e outros
- Este item manteve-se relativamente estável, com valores próximos a US$ 1,8 a 1,9 bilhões, exibindo um aumento expressivo em 2024 para US$ 2,5 bilhões, possivelmente reflexo de mudanças nos ativos ou na contabilização de despesas não monetárias.
- Despesa de remuneração baseada em ações
- Houve um crescimento constante, passando de aproximadamente US$ 1,57 bilhão em 2019 para mais de US$ 3,07 bilhões em 2024, indicando aumento na remuneração baseada em ações, o que pode estar relacionado à valorização do preço das ações ou à ampliação de programas de incentivo.
- Contas a receber e inventários
- As contas a receber apresentaram um momento de decréscimo em 2020, seguidas de um aumento expressivo em 2021, chegando a US$ 734 milhões, mas voltando a cair para valores negativos em 2024. Os inventários seguiram padrão semelhante, com perdas expressivas em 2021 e 2022, e recuperação em 2024. Essas mudanças indicam oscilações na gestão de receitas e estoques ao longo dos anos.
- Variação dos ativos e passivos operacionais
- Este indicador revelou uma alta de US$ 1,98 bilhões em 2021, seguida de uma queda brusca de US$ 1,72 bilhões em 2022, e uma recuperação significativa em 2023, chegando a US$ 5,04 bilhões. Em 2024, a variação negativa de US$ 4,3 bilhões sugere alterações substanciais nas operações ou estratégias de gestão de recursos.
- Fluxo de caixa líquido das atividades operacionais
- O fluxo mostrou uma tendência de crescimento até 2023, atingindo quase US$ 20 bilhões, porém houve uma redução acentuada em 2024 para aproximadamente US$ 10,9 bilhões, refletindo possível impacto de mudanças na operação, investimentos ou pagamento de impostos.
- Investimentos e financiamento
- As compras de investimentos reduziram-se consideravelmente, de valores elevados em anos anteriores a cerca de US$ 4,2 bilhões em 2024, enquanto a venda de investimentos variou, sendo menor em 2023. Destaca-se uma aquisição de grande escala em 2024, com desembolso de cerca de US$ 28 bilhões, impactando o fluxo de caixa de investimentos. As reembolsos de dívida mostraram uma diminuição, com valores mais baixos ao longo dos anos, porém com um pico de reembolso em 2024 de aproximadamente US$ 9,8 bilhões, sugerindo reorganizações financeiras relevantes.
- Dividendos e recompra de ações
- Os dividendos pagos tiveram evolução contínua, chegando a aproximadamente US$ 6,4 bilhões em 2024, refletindo uma política de distribuição de lucros constante. As recompras de ações caíram em volume, mas continuam expressivas, indicando esforço na gestão do valor para os acionistas.
- Endividamento e estrutura de capital
- Houve aumento notável nas emissões de dívida em 2024, com um valor de aproximadamente US$ 31,8 bilhões, além de reembolsos substanciais. Esse movimento indica uma estratégia de captação de recursos para financiar atividades ou aquisições, reforçando a importância do endividamento na gestão financeira.
- Caixa e equivalentes
- O saldo final de caixa manteve-se relativamente estável até 2023, com ligeira alta no final de 2024, apesar da forte redução em fluxo de caixa de atividades de investimento e financiamento. Em 2024, há uma redução de aproximadamente US$ 2,78 bilhões no aumento líquido de caixa, possivelmente reflexo de maior alocação de recursos para aquisições ou pagamento de dívidas.