Estrutura do balanço: passivo e patrimônio líquido
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Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2022-12-31), 10-K (Data do relatório: 2021-12-31), 10-K (Data do relatório: 2020-12-31), 10-K (Data do relatório: 2019-12-31), 10-K (Data do relatório: 2018-12-31).
Ao analisar o comportamento dos itens financeiros ao longo do período de 2018 a 2022, observa-se uma evolução significativa na composição do passivo e do patrimônio líquido. O total do passivo, como porcentagem do passivo mais patrimônio líquido, aumentou de aproximadamente 35,05% em 2018 para 55,52% em 2022, indicando um crescimento relativo dos passivos em relação ao patrimônio.
Dentro dos passivos, há uma tendência de aumento observado na parcela de passivos de longo prazo, que passou de 11,98% em 2018 para um pico de 34,39% em 2022. Este crescimento é acentuado especialmente entre 2021 e 2022, mês em que essa relação praticamente triplicou, sugerindo uma maior dependência de financiamento de longo prazo.
Aos itens de passivo circulante, o percentual permaneceu relativamente estável, com uma leve oscilação, atingindo 21,13% em 2022. Destaca-se uma redução no percentual de depósitos de clientes, de 0,35% em 2019 para 0,72% em 2022, podendo indicar aumento na captação de recursos ou alteração na estrutura de captação de recursos de curto prazo.
Na composição do patrimônio líquido, há uma redução expressiva do capital adicional realizado, que caiu de aproximadamente 62,47% em 2019 para 41,19% em 2022. Por outro lado, o estoque de tesouraria a custo apresentou uma tendência de redução negativa, de -18,44% em 2019 para -5,47% em 2022, indicando uma diminuição na quantidade de ações recompradas ao longo do período.
O patrimônio líquido total, em relação ao passivo e patrimônio, sofreu uma redução de 70,69% em 2020 para 44,48% em 2022, refletindo uma deterioração na sua participação relativa, possivelmente por aumentos nos passivos de longo prazo ou diminuição do capital próprio.
Os itens relacionados às receitas diferidas e passivos associados continuam apresentando variações, mas, de modo geral, permanecem como uma porcentagem substancial do passivo total, reforçando a expectativa de receitas futuras e obrigações fiscais diferidas como componentes relevantes na estrutura do passivo. Notavelmente, a parcela de ações descapotáveis líquidas emergiu significativamente em 2022, representando 23,63% do passivo total, o que implica emissão de títulos de dívida convertíveis, um mecanismo comum para captação de recursos de longo prazo.
Por fim, a redução do patrimônio líquido, acompanhada do crescimento dos passivos de longo prazo, aponta para uma maior alavancagem financeira da operação no período, com potencial impacto no perfil de risco financeiro da empresa ao longo de 2022.