Estrutura do balanço: activo
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2023-12-31), 10-K (Data do relatório: 2022-12-31), 10-K (Data do relatório: 2021-12-31), 10-K (Data do relatório: 2020-12-31), 10-K (Data do relatório: 2019-12-31).
Observa-se uma tendência de aumento na proporção de caixa e equivalentes de caixa em relação ao total do ativo ao longo do período analisado, passando de 4,8% em 2019 para 8,6% em 2023. Essa mudança indica uma estratégia de manutenção de liquidez mais robusta ao longo dos anos.
As contas a receber após provisão para créditos de liquidação duvidosa apresentaram variações expressivas: uma queda de 14,96% em 2019 para 9,28% em 2020, seguida por uma recuperação para 17,22% em 2021. Nos anos posteriores, essa porcentagem permaneceu relativamente estável, com uma leve desaceleração para 17,51% em 2023. Essa dinâmica sugere ajustes nas políticas de crédito ou na eficiência na recuperação de créditos.
As receitas de imposto de renda a receber tiveram variações pontuais, com uma baixa expressiva em 2022, representando 0,23%, antes de um aumento para 0,65% em 2023. Outras categorias de recebíveis, como "outros recebíveis" e "ativos de conformidade adquiridos", também mostraram crescimento na sua participação relativa, indicando uma possível diversificação ou aumento na demanda por ativos de natureza diversa.
Quanto ao ativo circulante, houve um crescimento significativo de 35,22% em 2019 para 41,58% em 2023, refletindo uma maior ênfase na gestão de ativos de curto prazo. Em contrapartida, o ativo não circulante, que compreende itens mais permanentes, apresentou uma redução relativa, de 64,78% em 2019 para 58,42% em 2023, indicando possivelmente uma estratégia de desinvestimento ou reestruturação de ativos de longo prazo.
O imobilizado líquido permaneceu relativamente estável em termos relativos, embora com uma trajetória de diminuição de sua participação, de 54,33% em 2019 para 47,91% em 2023. Essa tendência pode reforçar a hipótese de uma estratégia de otimização de ativos de longo prazo ou transferência de valor para segmentos mais líquidos.
Os custos relacionados a turnaround e catalisadores diferidos, líquidos, tiveram uma discreta elevação de aproximadamente 3,3% em 2019 para 3,78% em 2023, refletindo a manutenção de custos associados a processos de transformação ou melhorias operacionais.
As ativos de leasing operacional (ativos ROU) demonstraram redução na sua participação, de 2,47% em 2019 para 1,8% em 2023, indicando uma possível mudança na estrutura de arrendamento ou redução de contratos desse tipo.
Investimentos em joint ventures não consolidadas diminuíram de 1,75% em 2019 para 1,13% em 2023, evidenciando uma possível saída ou menor participação em projetos colaborativos não consolidados ao longo do tempo.
Quanto aos ativos incorpóreos líquidos, incluindo boa vontade, observou-se uma redução contínua na sua participação, de 0,53% em 2019 para 0,29% em 2023, sugerindo uma melhora na avaliação dos ativos intangíveis ou ajustes relacionados a goodwill.
O valor referente ao imposto de renda a receber apresentou picos em 2020, chegando a 1,14%, e diminuiu drasticamente em 2022, praticamente zerando, antes de apresentar pequenos aumentos em 2023. Essa variação pode refletir mudanças nas apurações fiscais ou nas estratégias de planejamento tributário.
Por fim, o item "outros ativos" apresentou crescimento expressivo de 0,95% em 2019 para 2,04% em 2023, indicando aumento na diversificação dos ativos ou na inclusão de categorias diversas de recursos.
De modo geral, a análise revela um fortalecimento na liquidez da entidade, com aumento na proporção de caixa e de ativos circulantes, aliada à redução relativa de ativos de longo prazo e de ativos intangíveis, o que pode indicar uma estratégia de foco na liquidez e na gestão de ativos de curto prazo. Também há sinais de ajustes na composição de ativos não circulantes, refletindo possíveis reestruturações ou otimizações patrimoniais.