Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração de fluxo de caixa fornece informações sobre recebimentos de caixa e pagamentos de caixa de uma empresa durante um período contábil, mostrando como esses fluxos de caixa vinculam o saldo de caixa final ao saldo inicial mostrado no balanço patrimonial da empresa.
A demonstração dos fluxos de caixa consiste em três partes: fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades operacionais, fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de investimento e fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de financiamento.
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2025-05-31), 10-K (Data do relatório: 2024-05-31), 10-K (Data do relatório: 2023-05-31), 10-K (Data do relatório: 2022-05-31), 10-K (Data do relatório: 2021-05-31), 10-K (Data do relatório: 2020-05-31).
O resumo analítico evidencia uma trajetória variável no desempenho financeiro ao longo dos períodos, com destaque para o aumento significativo do lucro líquido entre 2020 e 2022, seguido por uma retração em 2023, apesar de uma retomada parcial em 2024. Especificamente, observa-se um crescimento expressivo de 2539 milhões de dólares em 2020 para 6046 milhões em 2022, indicando uma fase de expansão das operações ou maior eficiência operacional. Contudo, em 2023, há uma queda para 5070 milhões, sugerindo possível desaceleração ou aumento de despesas não recorrentes.
As receitas de depreciação e amortização mostraram estabilidade levemente crescente, mantendo-se próximas dos valores na faixa de 700 a 750 milhões de dólares ao longo dos anos. Quanto ao imposto de renda diferido, houve variações que indicam ajustes fiscais transicionais, com momentos de impacto negativo, refletindo possíveis mudanças normativas ou expectativas de receitas futuras.
Os custos relacionados à remuneração baseada em ações cresceram de forma contínua, o que pode indicar maior utilização de programas de incentivo com impacto na remuneração total, atingindo 804 milhões de dólares em 2024. Os itens de deficiência e outros apresentaram declínios significativos após 2021, sugerindo uma redução de despesas relacionadas ou mudanças na classificação de certos itens.
Na análise dos ajustes líquidos em moeda estrangeira, há oscilações consideráveis, com períodos de impacto negativo e positivo, revelando volatilidade cambial ao longo do período. Os componentes do capital de giro também demonstram retrações e aumentos distintos: notadamente, o contas a receber reduziu-se em 2021, enquanto em outros anos houve aumentos que indicam fluxos de caixa relacionados ao ciclo operacional.
As variações nos componentes do capital de giro e outros ativos e passivos exibiram uma forte volatilidade, refletindo possivelmente mudanças na estratégia de gerenciamento de liquidez ou condições econômicas variáveis. Os ajustes para conciliar o lucro líquido com o caixa gerado pelas operações indicaram um padrão de melhorias na eficiência operacional até 2024, com um saldo positivo de caixa fornecido pelas operações que variou bastante, de valores elevados em 2020 a valores mais baixos em 2025.
Nos ativos de investimento de curto prazo, há uma tendência de aumento nas compras até 2022, seguida por redução nos anos seguintes, alinhando-se a uma possível contenção de investimentos ou mudança na estratégia de liquidez. As vendas de investimentos permanecem relativamente estáveis ao longo do período, contribuindo para o caixa de atividade de investimento, apesar de quedas pontuais.
Os investimentos em ativo imobilizado exibiram uma redução progressiva, indicando talvez uma estratégia de manutenção ao invés de expansão de ativos fixos. O fluxo de caixa líquido das atividades de investimento, inicialmente negativo, mostrou melhorias a partir de 2020, passando a valores positivos em 2024, antes de apresentar nova retração em 2025.
Na atividade de financiamento, destaca-se o aumento no produto de empréstimos contraídos, acompanhado por reembolsos mais intensos, especialmente a partir de 2023, que contribuíram para fluxo de caixa negativo nas operações de financiamento nos anos de maior endividamento. As emissões de ações tiveram crescimento moderado, enquanto a recompra de ações elevou-se substancialmente, refletindo estratégias de retorno de valor aos acionistas. Os dividendos foram também crescentes ao longo do tempo, demonstrando compromisso com distribuição de lucros.
Nos aspectos cambiais, o efeito das variações cambiais sobre o caixa e equivalentes foi relativamente neutro, com leves oscilações, contribuindo pouco para mudanças líquidas no caixa. O saldo final de caixa e equivalentes apresentou altíssima variabilidade, com picos em 2021 e quedas subsequentes, refletindo as operações de financiamento e investimentos, além das diferenças cambiais. Em 2025, há uma previsão de redução significativa do caixa devido às atividades de financiamento e recompras de ações, evidenciando uma política de gestão de liquidez que busca equilibrar retornos com controle de endividamento.