Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração de fluxo de caixa fornece informações sobre recebimentos de caixa e pagamentos de caixa de uma empresa durante um período contábil, mostrando como esses fluxos de caixa vinculam o saldo de caixa final ao saldo inicial mostrado no balanço patrimonial da empresa.
A demonstração dos fluxos de caixa consiste em três partes: fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades operacionais, fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de investimento e fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de financiamento.
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Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2025-02-02), 10-K (Data do relatório: 2024-01-28), 10-K (Data do relatório: 2023-01-29), 10-K (Data do relatório: 2022-01-30), 10-K (Data do relatório: 2021-01-31), 10-K (Data do relatório: 2020-02-02).
Ao analisar a evolução financeira do período, observa-se um crescimento contínuo no lucro líquido, com destaque para a forte expansão de 2022 para 2023, seguida por uma manutenção de altos patamares em 2024 e 2025. Esse aumento sugere uma melhora consistente na rentabilidade da operação ao longo dos anos.
As despesas de depreciação e amortização apresentaram crescimento gradual, refletindo possivelmente a expansão de ativos de longo prazo e investimentos em propriedade, planta e equipamento, alinhados ao incremento de receita ao longo do período.
O item relacionado à prestação de obsolescência do Lululemon Studio e itens de imparidade de goodwill e outros ativos demonstra gastos consideráveis em 2022 e 2023, sendo posteriores aos períodos analisados. Isso pode indicar ajustes de valor decorrentes de avaliação de ativos intangíveis e reestruturações.
Observa-se que a despesa de compensação baseada em ações manteve-se relativamente estável com tendência de aumento até 2024, refletindo um programa de remuneração de longo prazo. Contudo, os valores negativos de desreconhecimento de responsabilidades do cartão-presente e a liquidação de derivativos indicam a realização de ajustes operacionais e financeiros, incluindo efeitos de hedge, que tiveram impacto relevante na demonstração de resultados nos anos mais recentes.
O imposto de renda apresentou volatilidade, alternando entre valores positivos e negativos, refletindo possíveis ajustes fiscais, beneficiando-se de créditos fiscais ou mudanças na legislação tributária, com um destaque para a forte recuperação em 2025.
Os ativos de contas a receber e inventários apresentaram variações expressivas, especialmente em 2022 e 2023, podendo indicar uma estratégia de ampliação de atividades comerciais ou dificuldades na gestão de estoques. A redução de inventários em 2024 resultou em fluxo de caixa positivo, enquanto a recuperação de contas a receber também contribuiu para a liquidez, embora tenham sido apresentadas dificuldades em alguns meses específicos.
Houve um aumento significativo nos passivos circulantes, especialmente em contas a pagar e passivos acumulados, indicando crescimento nas operações e obrigações financeiras. A variação nos ativos e passivos operacionais mostrou-se altamente volátil, refletindo ajustes de curto prazo na gestão do capital de giro.
Ao considerar a conciliação do lucro líquido com o caixa líquido fornecido pelas atividades operacionais, há uma tendência de aumento na geração de caixa, especialmente de 2020 a 2024, com uma leve desaceleração em 2025, embora ainda em patamares elevados. Essa evolução demonstra eficiência na conversão do lucro em caixa operacional, apesar de aumentos em despesas e investimentos.
Os investimentos em bens e equipamentos revelam uma continuidade na estratégia de expansão, com compras anuais elevadas, ainda que com tendência de crescimento moderado. Os desembolsos relacionados à liquidação de hedge e aquisições, de modo geral, indicam uma gestão ativa em transphet de riscos financeiros e aquisições estratégicas, embora os valores de investimento líquido tenham acentuado-se em determinados anos, como evidenciado pelo aumento em aquisições líquidas de caixa em 2025.
As atividades de financiamento mostraram forte movimentação, especialmente na recompra de ações e no uso intenso de caixa para pagamento de dívidas, refletindo uma estratégia de otimização de capital e retorno ao acionista. A liquidação de hedge de investimento, além de outros instrumentos financeiros, também tiveram impacto relevante na posição de caixa, com variações substanciais que contribuíram para o aumento ou diminuição dos saldos finais ao longo do período.
O efeito das variações cambiais impactou negativamente o caixa em 2025, embora tenha apresentado efeito positivo em outros anos, demonstrando exposição à oscilação cambial, possivelmente devido à atuação internacional ou investimentos em moedas estrangeiras.
Por fim, a variação de caixa total mostra um aumento expressivo até 2024, atingindo seu pico nesse ano, seguido por uma diminuição significativa em 2025. Essa movimentação reflete o fluxo de caixa operacional, de investimento e de financiamento, indicando que a gestão dos recursos é pautada por estratégias de expansão, recompra de ações e redução de dívidas, embora com impacto de variáveis cambiais e ajustes pontuais nos ativos e passivos.