Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração de fluxo de caixa fornece informações sobre recebimentos de caixa e pagamentos de caixa de uma empresa durante um período contábil, mostrando como esses fluxos de caixa vinculam o saldo de caixa final ao saldo inicial mostrado no balanço patrimonial da empresa.
A demonstração dos fluxos de caixa consiste em três partes: fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades operacionais, fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de investimento e fluxos de caixa fornecidos por (usados em) atividades de financiamento.
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- Análise de segmentos reportáveis
- Índice de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) desde 2005
- Índice de liquidez corrente desde 2005
- Relação preço/resultado operacional (P/OP) desde 2005
- Análise do endividamento
Aceitamos:
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2025-04-25), 10-K (Data do relatório: 2024-04-26), 10-K (Data do relatório: 2023-04-28), 10-K (Data do relatório: 2022-04-29), 10-K (Data do relatório: 2021-04-30), 10-K (Data do relatório: 2020-04-24).
Observando a tendência do lucro líquido ao longo dos anos, é possível notar uma redução significativa em 2021, seguida de recuperação em 2022 e uma estabilização nos anos subsequentes. Em 2021, houve uma diminuição, possivelmente influenciada por condições de mercado ou eventos específicos, mas o valor retornou ao patamar de 2019 em 2022, e subsequentemente apresentou crescimento em 2023 e 2024, atingindo um pico de US$ 4.691 milhões em 2025.
Nos custos relacionados à depreciação, amortização e remuneração baseada em ações, observa-se uma estabilidade relativa, com pequenas oscilações. Isso indica consistência na alocação de recursos para esses itens e na política de remuneração.
As provisões para perdas e os impostos diferidos apresentaram variações, refletindo possíveis ajustes na estimativa de perdas de créditos e mudanças na posição fiscal, respectivamente. Destaca-se uma melhora nas provisões após 2021, enquanto os impostos diferidos tiveram movimentos negativos, sugerindo impacto na entrega de benefícios fiscais ou reavaliações fiscais.
Outros itens líquidos, como ativos e passivos operacionais, exibiram variações negativas acentuadas em certos períodos, especialmente em 2021, refletindo mudanças nos componentes operacionais, possíveis ajustes contábeis ou variações nos processos de negócios.
As contas a receber apresentaram valores negativos a partir de 2021, indicando aumento nas cobranças ou redução na receita a receber. Inventários também mostraram oscilações, com destaque para aumentos negativos em 2021 e 2023, refletindo ajustes na gestão de estoque ou mudanças na demanda.
Os passivos operacionais, incluindo contas a pagar e passivos acumulados, apresentaram oscilações, com valores mais elevados em determinados períodos, sugerindo mudanças na liquidez operacional ou na estratégia de pagamento. Em particular, o aumento de passivos em 2024 pode indicar maior utilização de crédito de fornecedores ou ajustes nas condições de crédito.
Nas atividades de investimento, observam-se fortes fluxos de caixa negativos relacionados às aquisições de ativos, sendo que os valores de aquisição de ativos fixos e investimentos permaneceram elevados, embora com alguma redução ao longo do tempo. A venda de investimentos, por outro lado, forneceu fluxo de caixa positivo constante, ajudando a equilibrar parcialmente os desembolsos de investimento.
Na atividade de financiamento, destacou-se uma redução contínua nos dividendos pagos e uma forte recompra de ações ao longo dos anos, indicando uma estratégia de retornos aos acionistas que privilegia recompras de ações. A emissão de dívidas de longo prazo mostrou crescimento em determinados anos, acompanhada de pagamentos substanciais, evidenciando a busca por financiamento externo para sustentar as operações e investimentos.
A dívida de curto e longo prazo apresentou variações, com aumento destacado em 2024, alinhado à emissão de novas dívidas, e redução significativa em anos posteriores, refletindo gestão de endividamento. As operações de reembolso de dívidas também mostraram oscilações, indicando uma política de gestão da estrutura de capital de acordo com as condições de mercado.
O fluxo de caixa total mostrou forte impacto negativo em 2024, consequência de atividades de financiamento e investimento, enquanto, em outros anos, variações líquidas positivas ou negativas refletiram o equilíbrio entre entradas e saídas de recursos, além de variações cambiais que tiveram efeito moderado no caixa total.
No saldo final de caixa, observa-se uma diminuição significativa em 2024, consequência dos fluxos de caixa negativos desse período, seguido de uma recuperação em 2025, atingindo US$ 2.218 milhões, indicando reequilíbrio financeiro e liquidez remanescente pós operações.