Estrutura da demonstração de resultados
Dados trimestrais
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2019-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2019-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2019-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2019-03-31), 10-K (Data do relatório: 2018-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2018-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2018-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2018-03-31), 10-K (Data do relatório: 2017-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2017-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2017-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2017-03-31), 10-K (Data do relatório: 2016-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2016-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2016-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2016-03-31), 10-K (Data do relatório: 2015-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2015-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2015-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2015-03-31).
Ao analisar as tendências trimestrais dos itens financeiros apresentados, observa-se que há uma volatilidade acentuada no período, principalmente nas linhas relacionadas ao resultado operacional e líquido. No início de 2015, a empresa apresentou uma margem operacional relativamente estável, predominantemente positiva, refletindo uma boa performance. Contudo, a partir do terceiro trimestre de 2015, verifica-se uma queda significativa no resultado operacional, chegando a apresentar prejuízo no quarto trimestre de 2015, evidenciado por um resultado negativo de aproximadamente -290%. Esta deterioração persiste até os primeiros trimestres de 2016, com margens operacionais extremamente negativas, indicando dificuldades operacionais e possivelmente impactos relacionados à commodities de petróleo e gás.
Conforme avançamos para 2016 e 2017, há sinais de recuperação progressiva, com melhora nas margens, chegando a resultados positivos a partir do terceiro trimestre de 2016. Ainda assim, os resultados permanecem inferiores aos níveis de 2015, refletindo uma retomada gradual. Destaca-se que os custos de exploração, marketing e depreciação mantêm-se relativamente altos como percentual das receitas, contribuindo ainda para a pressão nos resultados líquidos, mesmo quando há melhora de margem operacional.
Nos últimos trimestres do período analisado, há uma tendência de recuperação consistente no resultado líquido, com margem positiva de aproximadamente 14% a 19%, indicando melhora na rentabilidade. Essa recuperação também se reflete na redução significativa do impacto das despesas financeiras e na melhora na provisão de impostos, contribuindo para resultados líquidos mais elevados. Além disso, os ganhos decorrentes de operações com derivativos de commodities exibiram oscilações, mas contribuíram positivamente em alguns períodos, apoiando a melhora dos resultados finais.
Outro ponto importante é a composição da receita, onde a parcela de petróleo bruto e condensado permanece relativamente estável, porém com uma pequena ligeira variação ao longo do período, enquanto líquidos de gás natural apresentaram aumento até meados de 2017, seguido de redução. Os custos de transporte, coleta e processamento também demonstram comportamentos distintos, mas em geral seguem uma tendência de redução como percentual das receitas, auxiliando na melhora da margem operacional.
De modo geral, o período analisado evidencia uma fase de dificuldade no primeiro semestre de 2015 até o final de 2016, com prejuízos e margens negativas, seguida por uma fase de recuperação sustentada a partir de 2017, com melhora consistente na rentabilidade líquida e operacional. Essa evolução sugere ajuste operacional e possível alívio de fatores adversos, refletindo uma estrutura de custos mais controlada e uma recuperação dos preços de commodities ao longo do tempo, contribuindo para a melhora dos resultados finais até o último trimestre de 2019.