Estrutura do balanço: activo
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2022-12-31), 10-K (Data do relatório: 2021-12-31), 10-K (Data do relatório: 2020-12-31), 10-K (Data do relatório: 2019-12-31), 10-K (Data do relatório: 2018-12-31).
Ao analisar as tendências nos dados financeiros anuais, observa-se uma variação significativa na composição e na proporção dos ativos ao longo do período considerado.
O percentual de caixa, equivalentes de caixa e caixas restritos apresentou uma redução contínua desde 2019, atingindo 6,13% em 2022, indicando uma diminuição na liquidez imediata em relação ao total dos ativos. Essa tendência sugere uma possível estratégia de utilização de caixa para investimentos ou outras operações.
As contas a receber mostram uma estabilidade relativa, mantendo-se próximos de 6-7,5% ao longo dos anos, o que indica uma gestão consistente na concessão de crédito e na recuperação de valores.
O inventário, avaliado apenas a partir de 2021, possui uma pequena proporção (0,54% em 2022), sugerindo que a empresa mantém níveis controlados de estoque, ou que há uma mudança na política de gestão de inventários.
Os ativos circulantes associados a operações descontinuadas aumentaram significativamente em 2019, representando 6,53%, porém, posteriormente, não são mais mencionados após essa data, indicando uma possível conclusão ou encerramento dessas operações.
Outros ativos circulantes diminuíram ao longo do período, passando de 4,81% em 2018 para 1,98% em 2022, refletindo uma redução na participação de ativos de menor liquidez ou de natureza diversa no total do ativo circulante.
O ativo circulante, como proporção do total de ativos, aumentou até 2020 (32,89%), mas depois declinou para 16,4% em 2022, evidenciando uma tendência de concentração em ativos de longo prazo ou na redução de ativos circulantes disponíveis para operações de curto prazo.
Em relação aos bens e equipamentos de petróleo e gás, a participação no total de ativos variou bastante. Após uma redução de 65,49% em 2018 para 44,75% em 2020, houve uma recuperação em 2021, chegando a 64,38%, chegando a alcançar 69,84% em 2022. Essa recuperação indica uma valorização ou aumento do investimento nesta categoria de ativos ao longo do período.
Outros bens e equipamentos líquidos também apresentaram crescimento, embora de forma mais moderada, passando de 5,73% em 2018 para 6,49% em 2022.
Ativos de direito de uso de locação tiveram uma introdução em 2019 (1,67%), aumentando para 2,22% em 2020 e posteriormente diminuindo para 0,86% em 2022, refletindo possíveis ajustes nas políticas de arrendamento financeiro e operacional.
Os ativos fixos tangíveis líquidos, incluindo os ativos de direito de uso de locação, mostraram estabilidade relativa ao longo do período, variando de 56,63% em 2020 para 77,18% em 2022, indicando uma maior participação de ativos tangíveis na composição do ativo total.
Boa vontade apresentou uma participação variável, atingindo um pico de 7,6% em 2020, seguido de redução, chegando a 3,17% em 2022. A valorização ou depreciação desses ativos, assim como reconhecimentos contábeis, podem explicar essas variações.
Investimentos tiveram uma participação de apenas 0,12% em 2020, mas cresceram significativamente em 2021 e 2022, atingindo aproximadamente 1,85%, indicando uma maior alocação de recursos em ativos financeiros ou participações estratégicas.
Outros ativos de longo prazo apresentaram pequenas flutuações, com participação inferior a 3%, contribuindo de forma moderada para o total do ativo.
Por fim, os ativos de longo prazo, embora representem uma parte considerável do total (variando de 67,11% em 2020 a 83,6% em 2022), exibiram um aumento progressivo, indicando uma estratégia de alongamento ou foco em investimentos de longo prazo.
De modo geral, a análise evidencia uma movimentação de recursos com tendência de concentração em ativos de longo prazo e ativos tangíveis, além de uma redução na liquidez disponível e na participação de ativos circulantes, possivelmente refletindo uma estratégia de financiamento de investimentos e gerenciamento de composição de ativos a longo prazo.