Balanço: ativo
Dados trimestrais
O balanço patrimonial fornece aos credores, investidores e analistas informações sobre os recursos (ativos) da empresa e suas fontes de capital (seu patrimônio líquido e passivos). Normalmente, também fornece informações sobre a capacidade de ganhos futuros dos ativos de uma empresa, bem como uma indicação dos fluxos de caixa que podem vir de recebíveis e estoques.
Ativos são recursos controlados pela empresa como resultado de eventos passados e dos quais se espera que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade.
Com base em relatórios: 10-Q (Data do relatório: 2023-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2023-03-31), 10-K (Data do relatório: 2022-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2022-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2022-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2022-03-31), 10-K (Data do relatório: 2021-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2021-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2021-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2021-03-31), 10-K (Data do relatório: 2020-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2020-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2020-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2020-03-31), 10-K (Data do relatório: 2019-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2019-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2019-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2019-03-31), 10-K (Data do relatório: 2018-12-31), 10-Q (Data do relatório: 2018-09-30), 10-Q (Data do relatório: 2018-06-30), 10-Q (Data do relatório: 2018-03-31).
Nos últimos períodos analisados, observa-se uma tendência de crescimento nos ativos totais, que passaram de aproximadamente US$ 10,03 bilhões em março de 2018 para cerca de US$ 20,3 bilhões em junho de 2023, demonstrando uma expansão consistente do tamanho do ativo da empresa ao longo dos anos.
O ativo circulante evoluiu de US$ 4,83 bilhões em março de 2018 para cerca de US$ 7,88 bilhões em junho de 2023, refletindo aumento na liquidez de curto prazo. Os principais componentes, como as contas a receber (líquidas de provisões), também apresentaram crescimento ao longo do período, embora com oscilações, indicando uma maior movimentação de recursos a curto prazo.
Os caixas e equivalentes de caixa evidenciaram aumento expressivo, de US$ 1,37 bilhão em março de 2018 para aproximadamente US$ 3,08 bilhões em junho de 2023, reforçando uma maior capacidade de liquidez e gestão de caixa da empresa.
O ativo não circulante apresentou crescimento mais acentuado, pulando de cerca de US$ 5,2 bilhões em março de 2018 para US$ 12,5 bilhões em junho de 2023. Tal aumento deveu-se, principalmente, à elevação nos valores de imobilizado líquido, que cresceu de aproximadamente US$ 4,35 bilhões para cerca de US$ 9,44 bilhões no mesmo período, indicando investimentos contínuos em bens de uso e infraestrutura.
O valor de imobilizado líquido apresentou uma tendência de expansão, também evidenciada pelo crescimento do ativo imobilizado bruto e pela manutenção de uma depreciação acumulada de aproximadamente US$ 12,4 bilhões ao final do período analisado. Este comportamento sugere investimentos significativos na expansão de capacidade produtiva.
Apesar do aumento nos ativos, a organização mantém uma estrutura de depreciação consistente, com a depreciação acumulada aumentando ao longo do tempo. Assim, o ativo líquido de imobilizado também cresceu de US$ 4,36 bilhões em março de 2018 para US$ 9,44 bilhões em junho de 2023.
Os investimentos de longo prazo e contas a receber de longo prazo, líquidos, também aumentaram substancialmente, indicando ampliação de recursos destinados a projetos de médio a longo prazo ou a obtenção de receitas futuras, com destaque para os ativos de longa duração que tiveram estabilidade relativa na proporção do ativo total ao longo do período.
Os intangíveis líquidos, por sua vez, permaneceram relativamente estáveis, variando em torno de US$ 150 milhões, indicando que não houve aquisições significativas de ativos intangíveis ou desinvestimentos de grande monta nesta categoria durante o período avaliado.
O valor de benefícios de imposto de renda diferido passou por variações, chegando a um pico de aproximadamente US$ 445 milhões. Isso pode refletir mudanças na expectativa de realização de benefícios fiscais futuros, alinhando-se às oscilações no desempenho tributário da empresa.
Os ativos mantidos para venda não apresentaram variações relevantes após o primeiro trimestre de 2018, permanecendo em valores baixos, o que sugere que a empresa não realizou desinvestimentos significativos ou não classificou ativos como mantidos para venda posteriormente.
Por fim, o crescimento consistente dos ativos totais e do ativo circulante, aliado ao aumento de liquidez e de investimentos de longo prazo, revela uma estratégia de expansão e fortalecimento da posição financeira ao longo do período referido. O fortalecimento dos recursos circulantes e a expansão do ativo não circulante indicam foco na manutenção de operações robustas e na realização de investimentos futuros.