Observa-se uma alteração gradual na estrutura de capital, caracterizada pelo aumento da representatividade do passivo total e a redução proporcional do patrimônio líquido. O total do passivo evoluiu de 43,96% no primeiro trimestre de 2021 para 53,55% no primeiro trimestre de 2026, enquanto o patrimônio líquido total recuou de 56,03% para 46,43% no mesmo intervalo.
Endividamento de Longo Prazo
Há uma tendência de crescimento acentuado na dívida de longo prazo, excluindo a parcela corrente, que praticamente dobrou sua participação, saindo de 11,71% em março de 2021 para 23,01% em março de 2026.
Passivos Circulantes
O passivo circulante apresentou oscilações, com um pico de 22,15% em março de 2023, estabilizando-se posteriormente em torno de 17% a 18%. A dívida de curto prazo mostrou volatilidade, com elevação gradual a partir de 2024.
Composição do Patrimônio Líquido
Os lucros não distribuídos sofreram uma queda abrupta no primeiro trimestre de 2023, passando de 25,79% para 7,59%, seguida por uma recuperação progressiva até atingir 20,44% em março de 2026.
Ações em Tesouraria
As ações em tesouraria registraram um aumento significativo na representatividade negativa até setembro de 2022 (-19,02%), seguido por um ajuste brusco em março de 2023 (-0,21%) e nova tendência de crescimento nas recompras até março de 2026 (-14,02%).
Outros Passivos
As responsabilidades contratuais apresentaram tendência de declínio, reduzindo-se de 2,19% no início do período para 1,35% ao final, enquanto os outros passivos de longo prazo mantiveram-se estáveis, oscilando entre 11% e 14%.
A análise dos indicadores aponta para um aumento da alavancagem financeira, impulsionada principalmente pela expansão das obrigações de longo prazo e por oscilações significativas nos componentes do patrimônio líquido, especialmente nos lucros retidos e na recompra de ações.