Estrutura do balanço: passivo e patrimônio líquido
Com base em relatórios: 10-K (Data do relatório: 2025-12-31), 10-K (Data do relatório: 2024-12-31), 10-K (Data do relatório: 2023-12-31), 10-K (Data do relatório: 2022-12-31), 10-K (Data do relatório: 2021-12-31).
A análise dos dados revela tendências significativas na estrutura de financiamento ao longo do período avaliado. Observa-se uma redução consistente na proporção do total do passivo em relação ao patrimônio líquido, diminuindo de 63,18% em 2021 para 50,26% em 2025.
- Passivo Circulante
- O passivo circulante apresentou flutuações, com um pico de 27,86% em 2022, seguido por uma diminuição para 26,18% em 2024 e um leve aumento para 26,83% em 2025. Dentro do passivo circulante, as contas a pagar e passivos acumulados demonstraram um aumento gradual de 20,19% para 22,74% entre 2021 e 2023, com posterior recuo para 20,94% em 2025.
- Passivo Não Circulante
- O passivo não circulante exibiu uma tendência de declínio mais acentuada, passando de 38,22% em 2021 para 23,43% em 2025. A dívida de longo prazo, excluindo a parcela corrente, foi o principal componente dessa redução, diminuindo de 32,01% para 17,76% no mesmo período.
- Patrimônio Líquido
- O patrimônio líquido total apresentou um crescimento constante, aumentando de 36,82% em 2021 para 49,74% em 2025. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento dos lucros não distribuídos, que subiram de 19,75% para 32,93%, e pelas ações ordinárias, que aumentaram de 30,37% para 29,81% em 2025, após uma diminuição inicial. As ações em tesouraria apresentaram um saldo negativo crescente, indicando recompras de ações.
- Outras Contas
- A conta "Faturamento e arrecadação em dinheiro acima da receita" demonstrou um aumento significativo de 2,62% para 4,16% entre 2021 e 2023, estabilizando-se em torno de 4,1% nos anos subsequentes. Os impostos diferidos apresentaram um aumento notável em 2025, atingindo 1,17%, enquanto os benefícios pós-aposentadoria tiveram um aumento em 2024, atingindo 1,05%.
Em resumo, a estrutura de financiamento demonstra uma mudança gradual em direção a um maior financiamento por patrimônio líquido e uma redução na dependência de dívida, tanto de curto quanto de longo prazo. O crescimento dos lucros não distribuídos contribuiu significativamente para essa mudança, indicando uma retenção de ganhos para reinvestimento ou fortalecimento da posição financeira.